10 resultados para “financiamento”
Quanto custa uma COP? O que dá — e o que não dá — para saber
Não existe um número único nem comparável de "custo de uma COP": três coisas diferentes recebem esse nome. Reunimos aqui apenas os valores verificáveis (Paris €170 mi, Glasgow ~£100 mi, Belém ~R$4,5 bi…) e marcamos honestamente as lacunas.
COP29 — Baku 2024: a "COP da finança" e o fechamento do Artigo 6
Baku fixou a nova meta de financiamento climático (US$ 300 bi/ano até 2035, rumo a US$ 1,3 tri) e concluiu as regras do Artigo 6.2 e 6.4, destravando o mercado de carbono da ONU. Estimativas de especialistas apontam despesas indiretas acima de US$ 1 bilhão.
COP24 — Katowice 2018: o Livro de Regras de Paris (menos o Artigo 6)
A COP24 adotou o Katowice Rulebook — as diretrizes de implementação do Acordo de Paris (transparência, contabilidade de NDCs, finanças, balanço global). O Artigo 6 (mercados) travou em dupla contagem e ficou para depois.
COP21 — Paris 2015: o Acordo de Paris (orçamento de €170 mi)
O marco da diplomacia climática: um acordo universal por 1,5/2°C baseado em NDCs, com o Artigo 6 abrindo os mercados de carbono. Realizada sob estado de emergência pós-atentados, a conferência foi orçada em €170 milhões.
COP19 — Varsóvia 2013: o Quadro de REDD+, perdas e danos e as INDCs
A COP19 adotou o Quadro de Varsóvia para REDD+ (regras de MRV e finanças baseadas em resultados), criou o Mecanismo Internacional de Varsóvia sobre Perdas e Danos e convidou os países a apresentarem suas INDCs rumo a Paris.
COP16 — Cancún 2010: o Fundo Verde do Clima e o arcabouço do REDD+
Depois do trauma de Copenhague, Cancún reconstruiu a confiança: ancorou as metas, criou o Fundo Verde do Clima, estabeleceu o arcabouço do REDD+ com as 7 salvaguardas de Cancún e o Marco de Adaptação de Cancún.
COP15 — Copenhague 2009: a grande frustração (e o número que existe)
A COP mais esperada da década terminou sem tratado vinculante: o Acordo de Copenhague foi apenas "tomado nota". Firmou a referência de 2°C, US$ 30 bi de financiamento rápido (2010–12) e a meta de US$ 100 bi/ano até 2020. A Dinamarca aportou €1,79 mi ao orçamento da conferência.
COP13 — Bali 2007: o Mapa do Caminho e o nascimento do REDD+
O Plano de Ação de Bali abriu um processo de negociação em duas vias (AWG-LCA + AWG-KP) rumo a um acordo pós-2012, com cinco pilares, e introduziu formalmente a linguagem de REDD-plus (florestas) — rota que levaria a Copenhague.
COP7 — Marraquexe 2001: as regras de Kyoto e a 1ª taxa internacional
Os Acordos de Marraquexe detalharam o funcionamento do MDL, JI e comércio de emissões e criaram três fundos. O Fundo de Adaptação seria bancado por uma taxa de 2% sobre os créditos do MDL — a primeira taxa internacional sobre transações para financiar clima.
COP6 — Haia 2000: o colapso e a retomada em Bonn (2001)
As negociações da Haia foram suspensas sem acordo, por impasse EUA–UE sobre sumidouros florestais, conformidade e financiamento. Após a saída dos EUA de Kyoto, a retomada em Bonn (julho/2001) produziu os Acordos de Bonn, salvando o protocolo.