11 resultados para “adaptação”
COP26 — Glasgow 2021: o Artigo 6 destrava (custo ~£100 mi)
Após o adiamento por COVID, Glasgow fechou o livro de regras do Artigo 6, firmou o "phase-down" do carvão e pactos de metano e florestas. O Reino Unido gastou cerca de £100 milhões para sediar (ao menos £87 mi repassados a órgãos públicos).
COP22 — Marraquexe 2016: a COP da implementação
Primeira COP após a entrada em vigor do Acordo de Paris (nov/2016). A Proclamação de Ação de Marraquexe deu o tom de "fazer acontecer" e abriu o trabalho do livro de regras de Paris, com prazo em 2018.
COP16 — Cancún 2010: o Fundo Verde do Clima e o arcabouço do REDD+
Depois do trauma de Copenhague, Cancún reconstruiu a confiança: ancorou as metas, criou o Fundo Verde do Clima, estabeleceu o arcabouço do REDD+ com as 7 salvaguardas de Cancún e o Marco de Adaptação de Cancún.
COP14 — Poznań 2008: o Fundo de Adaptação operacional
No meio do caminho entre Bali e Copenhague, a COP14 tornou o Fundo de Adaptação operacional (com acesso direto dos países), lançou o Programa Estratégico de Poznań sobre transferência de tecnologia e avançou metodologicamente no REDD.
COP13 — Bali 2007: o Mapa do Caminho e o nascimento do REDD+
O Plano de Ação de Bali abriu um processo de negociação em duas vias (AWG-LCA + AWG-KP) rumo a um acordo pós-2012, com cinco pilares, e introduziu formalmente a linguagem de REDD-plus (florestas) — rota que levaria a Copenhague.
COP12 — Nairóbi 2006: adaptação e o Quadro de Nairóbi para o MDL
A COP12 batizou o Programa de Trabalho de Nairóbi sobre adaptação, criou o Quadro de Nairóbi para ampliar o MDL na África, acordou princípios de gestão do Fundo de Adaptação e fez a 1ª emenda ao Protocolo (inclusão da Belarus).
COP10 — Buenos Aires 2004: adaptação e os 10 anos da Convenção
No 10º aniversário da UNFCCC, a COP10 adotou o Programa de Trabalho de Buenos Aires sobre adaptação e medidas de resposta, e começou a olhar para o regime pós-2012 — às vésperas da entrada em vigor de Kyoto.
COP9 — Milão 2003: florestas entram no MDL
A COP9 aprovou as definições e modalidades para projetos de florestamento e reflorestamento sob o MDL (Art. 12), além de orientar o uso do Fundo de Adaptação para capacitação e transferência de tecnologia.
COP8 — Nova Delhi 2002: a Declaração de Delhi
A Declaração Ministerial de Delhi priorizou desenvolvimento sustentável e adaptação, pediu transferência de tecnologia e reconheceu o crédito de sumidouros (florestas, manejo de solos, florestamento).
COP7 — Marraquexe 2001: as regras de Kyoto e a 1ª taxa internacional
Os Acordos de Marraquexe detalharam o funcionamento do MDL, JI e comércio de emissões e criaram três fundos. O Fundo de Adaptação seria bancado por uma taxa de 2% sobre os créditos do MDL — a primeira taxa internacional sobre transações para financiar clima.
COP6 — Haia 2000: o colapso e a retomada em Bonn (2001)
As negociações da Haia foram suspensas sem acordo, por impasse EUA–UE sobre sumidouros florestais, conformidade e financiamento. Após a saída dos EUA de Kyoto, a retomada em Bonn (julho/2001) produziu os Acordos de Bonn, salvando o protocolo.