7 resultados para “florestas”
Brasil: SBCE, Amazônia e a aposta de liderança na COP30
A Lei 15.042/2024 criou o mercado regulado brasileiro (SBCE). Estados amazônicos podem emitir ~1,05 bi de créditos REDD+ (US$ 10–20 bi), mas a integridade é o teste.
COP30 — Belém 2025: a COP da Amazônia (preparo de ~R$ 4,5 bi)
Sediada na Amazônia, a COP30 pivotou o Artigo 6 para a implementação, lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, ~US$ 5,5–6,7 bi) e o "roteiro Baku–Belém" rumo a US$ 1,3 tri — mas falhou num roteiro de saída dos fósseis. O Brasil investiu ~R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
COP26 — Glasgow 2021: o Artigo 6 destrava (custo ~£100 mi)
Após o adiamento por COVID, Glasgow fechou o livro de regras do Artigo 6, firmou o "phase-down" do carvão e pactos de metano e florestas. O Reino Unido gastou cerca de £100 milhões para sediar (ao menos £87 mi repassados a órgãos públicos).
COP13 — Bali 2007: o Mapa do Caminho e o nascimento do REDD+
O Plano de Ação de Bali abriu um processo de negociação em duas vias (AWG-LCA + AWG-KP) rumo a um acordo pós-2012, com cinco pilares, e introduziu formalmente a linguagem de REDD-plus (florestas) — rota que levaria a Copenhague.
COP9 — Milão 2003: florestas entram no MDL
A COP9 aprovou as definições e modalidades para projetos de florestamento e reflorestamento sob o MDL (Art. 12), além de orientar o uso do Fundo de Adaptação para capacitação e transferência de tecnologia.
COP8 — Nova Delhi 2002: a Declaração de Delhi
A Declaração Ministerial de Delhi priorizou desenvolvimento sustentável e adaptação, pediu transferência de tecnologia e reconheceu o crédito de sumidouros (florestas, manejo de solos, florestamento).
COP6 — Haia 2000: o colapso e a retomada em Bonn (2001)
As negociações da Haia foram suspensas sem acordo, por impasse EUA–UE sobre sumidouros florestais, conformidade e financiamento. Após a saída dos EUA de Kyoto, a retomada em Bonn (julho/2001) produziu os Acordos de Bonn, salvando o protocolo.