6 resultados para “Artigo 6”
COP30 — Belém 2025: a COP da Amazônia (preparo de ~R$ 4,5 bi)
Sediada na Amazônia, a COP30 pivotou o Artigo 6 para a implementação, lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, ~US$ 5,5–6,7 bi) e o "roteiro Baku–Belém" rumo a US$ 1,3 tri — mas falhou num roteiro de saída dos fósseis. O Brasil investiu ~R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
COP29 — Baku 2024: a "COP da finança" e o fechamento do Artigo 6
Baku fixou a nova meta de financiamento climático (US$ 300 bi/ano até 2035, rumo a US$ 1,3 tri) e concluiu as regras do Artigo 6.2 e 6.4, destravando o mercado de carbono da ONU. Estimativas de especialistas apontam despesas indiretas acima de US$ 1 bilhão.
COP26 — Glasgow 2021: o Artigo 6 destrava (custo ~£100 mi)
Após o adiamento por COVID, Glasgow fechou o livro de regras do Artigo 6, firmou o "phase-down" do carvão e pactos de metano e florestas. O Reino Unido gastou cerca de £100 milhões para sediar (ao menos £87 mi repassados a órgãos públicos).
COP25 — Madri 2019: o impasse do Artigo 6 (custo ~US$ 30 mi)
A COP mais longa da história terminou sem acordo sobre os mercados de carbono (Artigo 6), bloqueado por Brasil e Austrália. Surgiram os Princípios de San José pela integridade. Sediada por Madri em um mês, após a desistência do Chile, a um custo estimado de ~US$ 30 milhões.
COP24 — Katowice 2018: o Livro de Regras de Paris (menos o Artigo 6)
A COP24 adotou o Katowice Rulebook — as diretrizes de implementação do Acordo de Paris (transparência, contabilidade de NDCs, finanças, balanço global). O Artigo 6 (mercados) travou em dupla contagem e ficou para depois.
COP21 — Paris 2015: o Acordo de Paris (orçamento de €170 mi)
O marco da diplomacia climática: um acordo universal por 1,5/2°C baseado em NDCs, com o Artigo 6 abrindo os mercados de carbono. Realizada sob estado de emergência pós-atentados, a conferência foi orçada em €170 milhões.