8 resultados para “Acordo de Paris”
EUA fora de Paris: o vácuo federal preenchido pelos estados
Os EUA saíram oficialmente do Acordo de Paris em 27/01/2026. Mas na primeira saída (2017–2021) o mercado voluntário cresceu +300%, e a Califórnia firmou parceria com o Brasil.
Brasil: SBCE, Amazônia e a aposta de liderança na COP30
A Lei 15.042/2024 criou o mercado regulado brasileiro (SBCE). Estados amazônicos podem emitir ~1,05 bi de créditos REDD+ (US$ 10–20 bi), mas a integridade é o teste.
COP30 — Belém 2025: a COP da Amazônia (preparo de ~R$ 4,5 bi)
Sediada na Amazônia, a COP30 pivotou o Artigo 6 para a implementação, lançou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF, ~US$ 5,5–6,7 bi) e o "roteiro Baku–Belém" rumo a US$ 1,3 tri — mas falhou num roteiro de saída dos fósseis. O Brasil investiu ~R$ 4,5 bilhões em infraestrutura.
COP24 — Katowice 2018: o Livro de Regras de Paris (menos o Artigo 6)
A COP24 adotou o Katowice Rulebook — as diretrizes de implementação do Acordo de Paris (transparência, contabilidade de NDCs, finanças, balanço global). O Artigo 6 (mercados) travou em dupla contagem e ficou para depois.
COP22 — Marraquexe 2016: a COP da implementação
Primeira COP após a entrada em vigor do Acordo de Paris (nov/2016). A Proclamação de Ação de Marraquexe deu o tom de "fazer acontecer" e abriu o trabalho do livro de regras de Paris, com prazo em 2018.
COP21 — Paris 2015: o Acordo de Paris (orçamento de €170 mi)
O marco da diplomacia climática: um acordo universal por 1,5/2°C baseado em NDCs, com o Artigo 6 abrindo os mercados de carbono. Realizada sob estado de emergência pós-atentados, a conferência foi orçada em €170 milhões.
COP20 — Lima 2014: o Chamado de Lima e a preparação de Paris
O Chamado de Lima para a Ação Climática definiu o processo e os elementos das INDCs e o rascunho do texto de Paris. Foram 19 decisões, incluindo o programa de Lima sobre gênero, com a capitalização inicial do Fundo Verde do Clima em curso.
COP17 — Durban 2011: o mandato para um acordo universal
A Plataforma de Durban criou o mandato para negociar, até 2015, um acordo aplicável a todos (em vigor em 2020) — o caminho direto para Paris. Também acordou um segundo período de Kyoto e operacionalizou o Fundo Verde do Clima.